Reprodução do anfisbênio amazônico Amphisbaena brasiliana (Gray, 1865) (Squamata, Amphisbaenidae)

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Universidade Federal do Oeste do Pará

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We study the sexual dimorphism and reproductive cycle of A. brasiliana, based on specimens from the region of Santarém, Pará, Brazil, and test whether precipitation affects the cycle. We accessed and analysed 143 individuals (73 males, 70 females), deposited in scientific collection between 1999 and 2021. We analysed the following morphological data from each specimen: snout-vent length (SVL), testicular length, width, and height, condition of the ductus deferens (convoluted or non-convoluted), diameter of the ductus deferens in the medial and distal portion, condition of the oviducts (convoluted or non-convoluted), length of the largest follicle and number of primary and secondary follicles. The SVL of females ranged from 149.10 – 363.11 mm, with 46 specimens (65.61%) being mature (smallest adult female = 246.46 mm). Male SVL ranged from 123.31 – 337.26 mm, with 42 (54.16%) being mature (smallest adult male = 241.98 mm). The sample not present significant variation in sexual dimorphism analysed in SVL (P = 0.93232). Testicle volume and ductus deferens diameter varied seasonally, with highest values recorded from August to December, during the low rainfall period. Spermatozoa were recorded in the ductus deferens during the low rainfall months in the region, especially in September, when we observed more individuals with ductus deferens convoluted, which may indicate spermatozoa storage. The testicular volume and the diameter of the ductus deferens in the medial and distal portions (P < 0.01) are related to the period of greatest precipitation. We did not record oviductal eggs in the specimens analysed; however, the presence of vitellogenic follicles in April, in much smaller numbers than those observed in September and December, can be interpreted as a peak of development in the period of least precipitation, coinciding with the results for males of the species. Our results suggest that the reproductive cycle of the population of A. brasiliana analysed may be influenced by regional rainfall, being seasonal.

Resumo

Nós estudamos o dimorfismo sexual e o ciclo reprodutivo de Amphisbaena brasiliana, com base em espécimes da região de Santarém, Pará, Brasil e testamos se a precipitação afeta o ciclo. Analisamos 143 indivíduos (73 machos e 70 fêmeas) depositados em coleções científicas entre 1999 e 2021. Analisamos os seguintes dados morfológicos de cada espécime: comprimento rostro-cloacal (CRC); comprimento, largura e altura testicular; condição do ducto deferente (liso ou enovelado); diâmetro do ducto deferente nas porções medial e distal; condição dos ovidutos (liso ou pregueado); comprimento do maior folículo e número de folículos primários e secundários. O CRC das fêmeas variou de 149,10 a 363,11 mm, sendo 46 espécimes (65,61%) maduras (menor fêmea adulta = 246,46mm). O CRC masculino variou de 123,31 a 337,26 mm, sendo 42 (54,16%) maduros (menor macho adulto = 241,98 mm). A amostra não apresentou variação significativa no CRC entre os sexos de tamanho adultos (P = 0,93232). O volume testicular e o diâmetro dos ductos deferentes variaram sazonalmente, com maiores valores registrados de agosto a dezembro, durante o período de menor precipitação. Espermatozoides foram registrados nos ductos deferentes durante os meses de menor precipitação na região, principalmente em setembro, quando observamos mais indivíduos com ductos deferentes enovelados, o que pode indicar armazenamento de espermatozoides. O volume dos testículos e o diâmetro do ducto deferente nas porções medial e distal (P < 0,01) estão relacionados com o período de maior precipitação. Não registramos ovos ovidutais nos espécimes analisados, entretanto, a presença de folículos vitelogênicos em abril, em números bem menores que os observados em setembro e dezembro, pode ser interpretada como um pico de desenvolvimento no período de menor precipitação, coincidindo com os resultados para os machos da espécie. Nossos resultados sugerem que o ciclo reprodutivo da população de A. brasiliana é caracterizado como sazonal e influenciado pela precipitação regional.

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ABECASSIS, Roberta Ferreira. Reprodução do anfisbênio amazônico Amphisbaena brasiliana (Gray, 1865) (Squamata, Amphisbaenidae. Orientadora: Síria Lisandra de Barcelos Ribeiro; Coorientador: Alfredo Pedroso dos Santos Júnior. 2024. 57 p. Dissertação (Mestrado em Biodiversidade) - Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas, Programa de Pós-graduação em Biodiversidade, Universidade Federal do Oeste do Pará, Santarém, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufopa.edu.br/handle/123456789/3235. Acesso em: .

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