Atividade analgésica do óleo essencial de Pectis elongata Kunth (asteraceae) determinada por meios de diferentes vias de inibição
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Universidade Federal do Oeste do Pará
Resumo
Introduction: Pectis elongata has quite a significant importance in traditional medicine of
northern Brazil, where it is used for treating a wide range of ailments such as fevers, colds,
hypotension, urinary and gastric disorders, and pain. Objective: To evaluate the analgesic
potential of Pectis elongata essential oil (PeEO) and understand its mechanism of action by
determining its possible pain inhibition pathways. Materials and Methods: Specimens of P.
elongata were collected in Santarém, Pará. The plant material was dried, crushed and subjected
to hydrodistillation to obtain the essential oil, which was then analyzed using gas
chromatography coupled to mass spectrometry. Male Swiss mice were used to evaluate the
analgesic potential of PeEO. To determine the effective dose and mechanism of action via
specific blockers of the opioid, cholinergic, and nitric oxide pathways, the animals were
exposed to the hot plate test. Statistical analysis was performed using ANOVA and Dunnett’s
test, with significance established at p≤0.05. Results: The yield of the PeEO was determined to
be 1.5%. Chemical analysis identified 23 compounds, representing 95.57% of the total, with
geranial (49.61%) and neral (36.77%) as the major constituents. Together, these stereoisomers
form citral. The maximum possible antinociceptive effect (EMP%) was observed with the 600
mg kg-1 dose, which was selected to evaluate the antinociceptive mechanism of action. This
effect was inhibited by pre-treatments with L-NAME and naloxone, indicating the involvement
of the nitric oxide and opioid pathways. Pre-treatment with atropine did not block the effect,
suggesting that the cholinergic pathway is not involved in the mechanism of action of PeEO.
Conclusions: PeEO showed antinociceptive activity, particularly at the 600 mg kg-1 dose. The
study contributes to the understanding of the analgesic potential of PeEO. These findings
demonstrate that the effects of PeEO can possibly be attributed to its high citral content. This
study validates the traditional use of P. elongata for pain relief and highlights its potential as a
source of novel analgesic compounds.
Resumo
Introdução: Pectis elongata tem uma importância bastante significativa na medicina
tradicional do norte do Brasil, onde é usada para tratar uma ampla gama de doenças, como
febres, resfriados, hipotensão, distúrbios urinários e gástricos e dor. Objetivo: Avaliar o
potencial analgésico do óleo essencial de Pectis elongata (OEPe) e entender seu mecanismo de
ação determinando suas possíveis vias de inibição da dor. Materiais e métodos: Espécimes de
P. elongata foram coletados em Santarém, Pará. O material vegetal foi seco, triturado e
submetido à hidrodestilação para obtenção do óleo essencial, que foi então analisado por
cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas. Camundongos Swiss machos foram
usados para avaliar o potencial analgésico do OEPe. Para determinar a dose efetiva e o
mecanismo de ação por meio de bloqueadores específicos das vias opioides, colinérgicas e do
óxido nítrico, os animais foram expostos ao teste da placa quente. A análise estatística foi
realizada por meio dos testes ANOVA e Dunnett, sendo a significância estabelecida em p≤0,05.
Resultados: O rendimento do OEPe foi determinado em 1,5%. A análise química identificou
23 compostos, representando 95,57% do total, com geranial (49,61%) e neral (36,77%) como
os principais constituintes. Juntos, esses estereoisômeros formam citral. O efeito
antinociceptivo máximo possível (EMP%) foi observado com a dose de 600 mg kg-1, que foi
selecionada para avaliar o mecanismo de ação antinociceptivo. Esse efeito foi inibido por prétratamentos
com L-NAME e naloxona, indicando o envolvimento das vias do óxido nítrico e
opioides. O pré-tratamento com atropina não bloqueou o efeito, sugerindo que a via colinérgica
não está envolvida no mecanismo de ação do OEPe. Conclusões: O OEPe mostrou atividade
antinociceptiva, particularmente na dose de 600 mg kg-1. O estudo contribui para a compreensão
do potencial analgésico do OEPe. Essas descobertas demonstram que os efeitos do OEPe podem
ser possivelmente atribuídos ao seu alto teor de citral. Este estudo valida o uso tradicional de
P. elongata para alívio da dor e destaca seu potencial como fonte de novos compostos
analgésicos.
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AMORIM, Angela Palma. Atividade analgésica do óleo essencial de Pectis elongata Kunth (asteraceae) determinada por meios de diferentes vias de inibição. Orientador: Ricardo Bezerra de Oliveira; Coorientadora: Sandra Layse Ferreira Sarrazin. 2024. 52 p. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde ) – Instituto de Saúde Coletiva, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Universidade Federal do Oeste do Pará, Santarém, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufopa.edu.br/handle/123456789/3244 Acesso em: .
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