Enfermidade, medo e decadência em Edgar Allan Poe: uma análise de “O baile da morte vermelha” e “A queda da casa de Usher”

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Universidade Federal do Oeste do Pará

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This study analyzes the representation of illness, fear, and decadence in the short stories “The Masque of the Red Death” and “The Fall of the House of Usher”, by Edgar Allan Poe, considering their elationship with the historical and cultural context of the nineteenth century in the United States. The research adopts a qualitative and bibliographical approach, with an interpretative analysis of the short stories, organized around three main axes: illness, fear, and decadence. In “The Masque of the Red Death”, illness appears as a collective plague, marked on the body and crossed by social effects, especially by the separation between those who can seek protection and those who remain exposed to risk. In “The Fall of the House of Usher”, illness assumes an intimate and psychological dimension, associated with nervous disease, hypersensitivity, family ruin, and the instability of domestic space. The analysis also shows that fear acts as a structuring force in both narratives, appearing either collectively or as an inner experience of disorientation and threat. Decadence, in turn, emerges as a consequence of illness and fear, expressed in the ruin of the house, in the exhaustion of the family lineage, and in aristocratic excess in the face of calamity. It is concluded that Poe uses gothic elements not only to produce horror, but also to reveal human, social, and moral fragilities, making his short stories significant for thinking about experiences of instability, finitude, and collapse.

Resumo

Este trabalho analisa a representação da enfermidade, do medo e da decadência nos contos “O Baile da Morte Vermelha” e “A Queda da Casa de Usher”, de Edgar Allan Poe, considerando sua relação com o contexto histórico e cultural do século XIX nos Estados Unidos. A pesquisa adota abordagem qualitativa e bibliográfica, com análise interpretativa dos contos, organizada a partir de três eixos principais: enfermidade, medo e decadência. Em “O Baile da Morte Vermelha”, observa-se que a enfermidade aparece como peste coletiva, marcada no corpo e atravessada por efeitos sociais, especialmente pela separação entre os que podem buscar proteção e os que permanecem expostos ao risco. Em “A Queda da Casa de Usher”, a doença assume dimensão íntima e psicológica, associada à moléstia nervosa, à hipersensibilidade, à ruína familiar e à instabilidade do espaço doméstico. A análise mostra ainda que o medo atua como força estruturante das duas narrativas, manifestando-se ora de forma coletiva, ora como experiência interior de desorientação e ameaça. A decadência, por sua vez, surge como consequência da enfermidade e do medo, expressando-se na ruína da casa, no esgotamento da linhagem familiar e no excesso aristocrático diante da calamidade. Conclui-se que Poe utiliza elementos do gótico não apenas para produzir horror, mas para revelar fragilidades humanas, sociais e morais, tornando seus contos significativos para pensar experiências de instabilidade, finitude e colapso.

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LIMA, Flávia Zulêde Silva. Enfermidade, medo e decadência em Edgar Allan Poe: uma análise de “O baile da morte vermelha” e “A queda da casa de Usher”. Orientadora: Paola Piovezan Ferro. 2026. 30 p. TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) – Instituto de Ciências da Educação, Licenciatura em Letras - Português e Inglês, Universidade Federal do Oeste do Pará, Santarém, 2026. Disponível em: https://repositorio.ufopa.edu.br/handle/123456789/3350. Acesso em: .

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