Evolução tectônica do domo de Monte Alegre – PA, Borda Norte da Bacia do Amazonas.
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Universidade Federal do Oeste do Pará
Resumo
This research presents an integrated structural analysis of the Monte Alegre Dome, located in the central-eastern portion of the Amazonas Basin, with the aim of understanding its genesis and tectonic evolution. The research combined field data, seismic profiles, exploration wells, and structural restorations, focusing on the relationships between folding and faulting in a thick-skinned basement tectonics model. Additionally, this research presents the results of geological mapping at 1:25,000, integrating hundreds of structural data, including bedding, folds, and faults. The mapped lithostratigraphic units include the Ererê, Barreirinhas, Curiri, Oriximiná, Faro, Monte Alegre, and Alter do Chão formations, with thicknesses ranging from 100 to 400 meters. Mapping reveals that the Monte Alegre Dome is characterized by a semicircular arrangement of strata, with gentle dips of 5° to 15°. In the eastern portion of the Dome, the layers closest to the fault have steep dips of 45° to 75°. These dips are interrupted by a significant compressional fault in the eastern and southwestern portions. Most of the deformation is concentrated along the Itauajuri Fault, interpreted as a high-angle reverse fault, whose movement generated asymmetric folds due to normal drag. The restored models revealed shortenings exceeding 7 km in selected sections near the greatest shortening trend, with fault slip of up to 1,840 meters, in addition to uplift-associated erosion estimated at approximately 1,600 meters. Multiscale structural analysis and comparison with classical models indicate that the dome's geometry results from deep crustal compression, possibly activated in the Miocene, in response to intraplate readjustment associated with the Quechua III phase of the Andean tectonics and the Xingu Diastrophism. Using quantitative data and a modern structural approach, the results suggest a new interpretation for the dome's origin as the result of a single-phase compressional deformation event, strongly controlled by reverse faults, and reinforce the presence of positive tectonics in the Amazonas Basin.
Resumo
Este trabalho apresenta uma análise estrutural integrada do Domo de Monte Alegre, porção centro-oriental da Bacia do Amazonas, com o objetivo de compreender sua gênese e evolução tectônica. A pesquisa combinou dados de campo, perfis sísmicos, poços exploratórios e restaurações estruturais, focando nas relações entre dobramento e falhamento em contexto de tectônica envolvendo embasamento no modelo thick-skinned. Adicionalmente, esta pesquisa apresenta os resultados do mapeamento geológico de detalhe na escala 1:25.000, integrando centenas de dados estruturais, incluindo acamamentos, dobras e falhas. As unidades litoestratigráficas mapeadas incluem as formações Ererê, Barreirinhas, Curiri, Oriximiná, Faro, Monte Alegre e Alter do Chão, com espessuras variando de 100 a 400 metros O mapeamento revela que o Domo de Monte Alegre é caracterizado por uma disposição semicircular dos estratos, com mergulhos suaves de 5° a 15°, na porção leste do Domo as camadas mais próximas a falha possuem mergulhos altos de 45° a 75°. Estes são interrompidos por uma falha compressional significativa nas porções leste e sudoeste. A maior parte da deformação é concentrada ao longo da Falha Itauajuri, interpretada como uma falha reversa de alto ângulo, cuja movimentação gerou dobras assimétricas por arrasto normal. Os modelos restaurados revelaram encurtamentos superiores a 7 km em seções selecionadas próximas ao sentido de maior encurtamento, com rejeitos de falha de até 1.840 metros, além de erosão associada ao soerguimento estimada em cerca de 1.600 metros. A análise estrutural multiescalar e a comparação com modelos da literatura indicam que a geometria do domo resulta de compressão crustal profunda, com possível ativação no Mioceno, em resposta ao reajuste intraplaca associado a fase Quechua III do soerguimento Andino e ao Diastrofismo Xingu. Os resultados apontam por meio de dados quantitativos e abordagem estrutural moderna, para uma nova interpretação para a origem do domo, como resultado de um evento deformacional compressivo de uma única fase, com forte controle estrutural por falhas inversas, e reforça a presença de tectônica positiva na Bacia do Amazona.
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PINTO, Eduardo Fernandes da Silva. Evolução tectônica do domo de Monte Alegre – PA, Borda Norte da Bacia do Amazonas. Orientador: Rick Souza de Oliveira. 2025. 57 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Geologia) – Universidade Federal do Oeste do Pará, Santarém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufopa.edu.br/handle/123456789/3028

