"Entre redes e raizes: desafios das mulheres indígenas na ciência da computação da UFOPA"

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Universidade Federal do Oeste do Pará

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The gender imbalance in technological fields results in scarce female representation in courses such as Computer Science, and this challenge intensifies among indigenous women, who face overlapping layers of social and structural obstacles. This scenario materializes at the Federal University of Western Pará (Ufopa), where the presence of indigenous women in the course is notably reduced. From 2012 to 2023, 16 indigenous students enrolled in the undergraduate Computer Science program. Of this total, 7 are women and there are no records of their completion through 2023. This research sought to map and understand the presence of indigenous women in the Computer Science course at Ufopa between 2012 and 2023. The investigation revealed significant challenges faced by these students, including adaptation to urban life, linguistic barriers, precarious school infrastructure in their communities of origin, insufficient institutional support, and experiences of discrimination, reported by 40% of the participants in our study. The study participants indicated that their course choice was motivated primarily by the desire to contribute to their communities (60%) and by affinity with the field (40%). However, family responsibilities, financial difficulties, and discriminatory experiences compromised their persistence in academic life. To strengthen the retention of these students, recommended actions include expanding institutional support, assistance for university mothers, cultural welcoming policies, targeted tutoring programs, and encouraging participation in academic projects, strengthening their ties with the university environment. In the Brazilian context, only 14% of students in technological courses are women, with indigenous representation being even more critical in this national scenario. Although policies such as the Quota Law (12.711/2012) have expanded access to higher education, retention continues to be a considerable challenge. Thus, this study highlights the urgent need for inclusive policies and strengthened student assistance to ensure not only enrollment, but the persistence and graduation completion by indigenous women, promoting a more equitable environment that celebrates diversity.

Resumo

O desequilíbrio de gênero nas áreas tecnológicas resulta em escassa representatividade feminina em cursos como Ciência da Computação, o desafio se intensifica entre mulheres indígenas, que enfrentam camadas sobrepostas de obstáculos sociais e estruturais. Este cenário se materializa na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), onde a presença de mulheres indígenas no curso é notavelmente reduzida. No período de 2012 a 2023, 16 estudantes indígenas ingressaram no curso de graduação em Ciência da Computação. Deste total, 7 são mulheres e não há registros de conclusão delas até 2023. Esta pesquisa buscou mapear e compreender a presença das mulheres indígenas no curso de Ciência da Computação da Ufopa entre 2012 e 2023. A investigação revelou desafios significativos enfrentados por estas estudantes, incluindo a adaptação à vida urbana, barreiras linguísticas, precariedade de infraestrutura escolar em suas comunidades de origem, o insuficiente apoio institucional e experiências de discriminação, relatadas por 40% das participantes do nosso estudo. As participantes do estudo indicaram que a escolha do curso foi motivada principalmente pelo desejo de contribuir com suas comunidades (60%) e pela afinidade com a área (40%). Contudo, responsabilidades familiares, dificuldades financeiras e experiências discriminatórias comprometeram suas permanências na vida acadêmica. Para fortalecer a permanência destas estudantes, recomendam-se ações como ampliação do suporte institucional, assistência às mães universitárias, políticas de acolhimento cultural, programas de monitoria direcionados e incentivo à participação em projetos acadêmicos, estreitando seus laços com o ambiente universitário. No contexto brasileiro, apenas 14% dos estudantes em cursos tecnológicos são mulheres, sendo a representatividade indígena ainda mais crítica neste cenário nacional. Embora políticas como a Lei de Cotas (12.711/2012) tenham expandido o acesso ao ensino superior, a permanência continua sendo um desafio considerável. Assim, este estudo evidencia a necessidade urgente de políticas inclusivas e fortalecimento da assistência estudantil para assegurar não apenas o ingresso, mas a permanência e conclusão da graduação por mulheres indígenas, promovendo um ambiente mais equitativo e que celebre a diversidade.

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SILVA, Adriana Fernandes da. "Entre redes e raizes: desafios das mulheres indígenas na ciência da computação da UFOPA". Orientadora: Carla Marina Paxiúba. 2025. 32 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências da Computação) - Universidade Federal do Oeste do Pará, Santarém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufopa.edu.br/handle/123456789/2985

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